quarta-feira, 27 de junho de 2012

Perdidos na Noite

Dia 29 de junho, 20 horas - Sala de cursos do Espaço Itaú de Cinema - Rua Augusta.
Título original:
Midnight cawboy
Direção:
John Schlesinger
Elenco:
Dustin Hoffman, John Voight, Sylvia Miles, Brenda Vaccaro.
Duração: 113 minutos
Joe Buck é um cowboy inocente do Texas que tenta a sorte na cidade grande de Nova York, pensando em prostituir-se com ricas mulheres. Porém, o que ele descobre na verdade é uma dura realidade, que só se faz valer a pena através da amizade de um vagabundo conhecido como Ratso.
Ganhou 3 Oscars: Melhor Filme, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado, além de ter recebido outras 4 indicações: Melhor Ator (Jon Voight e Dustin Hoffman), Melhor Edição e Melhor Atriz Coadjuvante (Sylvia Miles).

CURIOSIDADES
Dustin Hoffman usou pedras no seu sapato durante toda filmagem para que seu personagem (que manco) ficasse convincente em todas as cenas.

John Voight é pai de Angelina Jolie. Explica-se, então, aqueles lábios, que não são obra, pois, de cirurgião plástico.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Roma Cidade Aberta

Hoje, 25 de maio de 2012



De Roberto Rossellini
Com Anna Magnani e Aldo Fabrizi

Entre 1943 e 44, Roma, sob ocupação NAZI, é declarada "cidade aberta", para evitar bombardeios aéreos. Nas ruas, comunistas e católicos deixam as suas diferenças de lado para combater os alemães e as tropas fascistas.
Filmado logo após a libertação da itália, em locais reais e com atores amadores, Roma, Cidade Aberta tornou-se no marco inicial do neo-realismo italiano, que mostrou ao mundo que era possível fazer-se cinema mesmo sob as condições mais precárias. O filme é considerado um dos maiores da história do cinema pela crítica mundial.
Este filme foi um dos grandes marcos do cinema europeu, por ter marcado o início do neo-realismo no cinema transalpino. O filme, muito devido à sua temática, foi o primeiro filme europeu a ser exibido nos Estados Unidos da América depois do fim da Segunda Guerra Mundial e conheceu grande popularidade. Devido a tal, Rossellini recebeu diversos convites para filmar em Hollywood, algo que não chegou a concretizar. Este clássico foi filmado secretamente ainda numa capital ocupada pelos nazis. Para passar despercebido, Rossellini não utilizou equipamento de som durante as filmagens. O realizador chegou mesmo a recrutar elementos da Resistência italiana para fazer figuração. Toda a história é filmada em tom de documentário, suportado num excelente trabalho de fotografia de Ubaldo Arata, com uma narrativa e visualismo bastante crus, algo inusitado para a época e que influenciaria uma escola de realizadores que incluía nomes como John Cassavetes e Robert Altman. O filme venceria a Palma de Ouro do Festival de Cannes em 1946. O argumento, elaborado por Federico Fellini e Sergio Amidei foi nomeado para o Óscar de Melhor Argumento Original.


http://jramosfranco1.blogspot.com.br/2009/08/roma-cidade-aberta-roberto-rossellini.html

quinta-feira, 26 de abril de 2012

O ovo da serpetente


Dia 27 de abril, na sala de cursos do Espaço Itaú de cinema da rua Augusta

O Ovo da Serpente


Dir. Ingmar Bergman

Berlim, novembro de 1923. Abel Rosenberg (David Carradine) é um trapezista judeu desemprego, que descobriu recentemente que seu irmão, Max, se suicidou. Logo ele encontra Manuela (Liv Ullmann), sua cunhada. Juntos eles sobrevivem com dificuldade à violenta recessão econômica pela qual o país passa. Sem compreender as transformações políticas em andamento, eles aceitam trabalhar em uma clínica clandestina que realiza experiências em seres humanos.




Curiosidades, bastidores, novidades, e até segredos escondidos de "O Ovo da Serpente" e das filmagens!


David CarradineLiv Ullmann- O papel principal de Abel foi oferecido para Dustin Hoffman, mas o ator recusou o convite;

- Ingmar Bergman fez uso de umas de suas marcas registradas ao batizar um personagem com o sobrenome Vergerus;

- As filmagens ocorreram entre outubro e dezembro de 1976;

- O diretor queria matar um cavalo diante das câmeras para mostrar o desespero do povo alemão durante a crise de 1923. David Carradine avisou que, se ele fosse adiante com o plano, abandonaria a produção;

- Apesar de ter aceito a condição imposta pelo ator, o cineasta matou um cavalo e parte de seu corpo foi oferecido por um homem miserável para o personagem de Carradine;

- No começo do filme, a personagem Manuela (Liv Ullman) diz que mora na Bergmanstrasse, ou seja, o mesmo que Rua de Bergman, nome do diretor do longa.

Viste o excelente site: http://www.adorocinema.com

quarta-feira, 28 de março de 2012

O Baixa Augusta Voltou!


Amigos cineclubistas de São Paulo e amantes do bom cinema:

Informamos com muita alegria que conseguimos retomar a atividades deste terceiro ano do Cineclube Baixa Augusta, que terá suas sessões-debate no Espaço Itaú de Cinema (Antigo Espaço Unibanco de Cinema), da rua Augusta, na sala 6, reservada para cursos, reuniões audiovisuais e debates.
Agradecemos de coração ao amigo Adhemar Oliveira, idealizador e animador-mor desse Espaço em que o bom cinema mundial respira todos os dias e bem.
Um VIVA! para ele.
É preciso agradecer também ao Ronaldo Rangel, da livraria do Espaço Itaú (antigo Unibanco), que se esforçou para conquistar uma beiradinha desse espaço privilegiado do cinema de São Paulo para nossas sessões mensais.
Um VIVA! para ele também.
Neste mês de março, nossa sessão-debate de início de temporada ocorre amanhã, 29 de março, às 20 horas.
ANOTEM A PROGRAMAÇÃO, que também está disponível em nosso blog:



Data
Título
Direção
Gênero
Elenco
Origem
 29/03
Meu nome é ninguém
Sérgio Leone
Westen Spaghetti
Henry Fonda e Terence Hill. Trilha: Enio Morricone
EUA-Itália
27/04
O ovo da serpente
Ingmar Bergman
Político
Liv Ulmann
Alemanha
25/05
Roma, cidade aberta
Roberto Rossellini
Histórico
Ana Magnani
Itália
29/06
Perdidos na noite
John Schlesinger
Drama
Dustin Hoffman e John Voigt
EUA
27/07
O incrível exército de Branca Leone
Mario Monicelli
Comédia
Vittorio Gassman
Itália


http://cineclubebaixaaugusta.blogspot.com.br
Sempre às 20 horas
Na Sala 6 (de cursos) do Espaço Itaú de Cinema da rua Augusta
(Antigo Unibanco)


GRÁTIS

VIVA O CINEMA!
VIVA O CINECLUBISMO!
VIVA O RECALCITRANTE CINECLBUE BAIXA AUGUSTA!


AMANHÃ, 29 de março:

MEU NOME É NINGUÉM
Il Mio Nome è Nessuno

De TONINO VALERII (1973, 35MM, 117 min, Itália/França/Alemanha,), Meu Nome é Ninguém marca a despedida de uma turma de veteranos. É a última atuação de Henry Fonda em faroestes e a última vez em que Sergio Leone esteve associado oficialmente a um produto do gênero, como produtor e argumentista, cedendo a batuta da direção a seu assistente de longa data, Tonino Valerii. E, considerando o retrospecto autoconsciente das obras de Leone, também um filme que terá a despedida como trama, verdadeiro epitáfio doSpaghetti – é o funeral de um espírito. Jack Beauregard (Henry Fonda) é o último dos pistoleiros do Velho Oeste, mas sua aposentadoria é adiada quando o atrevido Ninguém (Terence Hill) lhe oferece a chance de entrar na História ao propor que enfrente o Bando Selvagem, 150 homens contra ele, apenas. São várias as piscadelas de para os aficionados pelo Western, e nenhuma delas entrega tanto o jogo quanto a cova que Beauregard e Ninguém encontram num cemitério navajo, onde lê-se “Sam Peckinpah”. É a rendição mais direta à tradição clássica americana, sobretudo por trazer dois sujeitos de moral indubitável como protagonistas, prezar a construção de personagens e a estrutura do drama. O gênero vira um parque de diversões para o engraçadíssimo Hill em todo o vigor de suas caras e bocas, mas Fonda luta contra a vista cansada e a falta de fôlego para seguir adiante. Seu monólogo final, ao mesmo tempo sereno e dolorido, é o fade to black possível para um cinema que dependeu tanto da luz do sol, mas que sabe reconhecer a chegada do alvorecer.

por Rodrigo de Oliveira

Título Original: Il Mio Nome è Nessuno
Ano de Lançamento: 1975
País de Produção: Itália/França/Alemanha
Cor: Cor (Technicolor)
Formato de Exibição: 35mm
Duração: 117 min.
Direção: Tonino Valerii
Roteiro: Ernesto Gastaldi
Trilha Sonora: Ennio Morricone
Fotografia: Giuseppe Ruzzolini
Montagem: Nino Baragli
Produção: Rafran Cinematografica, Les Films Jacques Leitienne, La Société Imp.Ex.Ci, La Société Alcinter e Rialto Film Preben-Philipsen
Classificação Indicativa: 14 anos
Elenco: Henry Fonda, Terence Hill, Jean Martin

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Fórum Cineclubista, essa é boa..

O Ébrio, de Mazé Leite
Pelo segundo ano consecutivo conseguimos levar até o fim o ciclo de cinema programado. Todos os debates foram filmados pelo cineasta João Brito e, com isso, formou-se uma memória significativa de nossas atividades.


O Ébrio, de João Pinheiro
Houve altos e baixos, e baixos e profundos, com sessões bastante concorridas e outras em que três heróis da resistência na sala jogaram palitinhos durante a projeção. 


Porém, o grupo e cada um de seus participantes realizou muito neste ano, de lançamento de filmes, HQs e livros à produção do primeiro número do O BAIXA AUGUSTA, nosso guia de programação com o Centro Cineclubista de São Paulo.


Houve também realizações impublicáveis que, por essa razão, houvemos por bem não publicar, ponto.


O desafio da permanência foi vencido mais uma vez, resta saber se isso é uma boa notícia, e nosso FÓRUM CINECLUBISTA, (quinta-feira próxima, 15 de dezembro, a partir das 19,30 horas, no mesmo Centro Cineclubista, sito à r. Augusta 1239, cj.13) é a oportunidade de, olho no olho, reafirmarmos nossa permanência no próximo período, em que pesem as dificuldades que estamos aqui para criar (senão a vida não tem graça) e para solucionar (senão a vida perde a graça). 


Feitas as ameaças, como todo balanço de atividades do movimento cineclubista está sujeito a fortes chuvas e trovoadas, deixem os guarda-chuvas na entrada e penetrem o recinto munidos de tortas, para terminarmos o ano com uma bela sessão de pastelão ao vivo ou morto.


Três astros do cinema já confirmaram presença:




Agora só falta você.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Programação do 2o. Semestre: Viva, voltamos da férias!

R. Augusta, 1239 - Cj. 13 - São Paulo - SP


Caros amigos:

O Cineclube Baixa Augusta volta das férias de julho com uma bela programação, relativa à segunda parte do ciclo Cinema e Literatura, cujo título é dedicado a nosso amigo, o polêmico Antônio Gouveia Jr.

O primeiro semestre versou sobre adaptações cinematográficas de obras relevantes de nosso teatro. No segundo semestre, a programação contempla romances, novelas, contos, crônicas e poesia que chegaram às nossas telas.

Como sempre, numa quinta, estudaremos com nossos olhos, mentes e corações as obras, na quinta posterior, realizaremos fórum de trocas culturais. Porém neste semestre, os fóruns, além de discutir o filme da semana anterior, terá sempre uma sessão “pinga-fogo” com profissionais, artistas, técnicos ou intelectuais envolvidos com lides cinematográficas ou simpatizantes.

Os fóruns são filmados pelo impagável João Luís de Brito Neto, e depois viram documentário à disposição de todos, mediante o pagamento de módicas quantias pecuniárias. Aliás, o epíteto “impagável” de JB se deve ao fato de que o pessoal enrola e não paga seus préstimos devidamente. Tudo bem, ele diz, ainda bem, dizemos nós.

Compareçam em massa e, não querendo entrar para a categoria “impagável”, tragam uns parcos dinheirinhos para a gente ajudar na manutenção da sala do Centro Cineclubista que, como não é Centro Alquimístico, ainda não conseguiu converter cobranças e ouro, uma vez que o senhorio não aceita tornar-se impagável, e não adianta dizer a ele que nosso filme predileto é “Brasileiro, profissão esperança”.

O primeiro do semestre é Budapeste. Leia o quadro as seguir, com toda a programação do semestre.

Viva o cinema brasileiro! Viva o cineclubismo brasileiro!

Baixa Augusta – Ciclo Antônio Gouveia Jr. de Cinema e Literatura



Ago (2000)
Dia
Evento
4
Budapeste (2010)
Valter Carvalho
11
Mário DJ: A produção digital hoje.
18

Policarpo Quaresma, herói do Brasil (1998)
Paulo Thiago
25
Maristela: A mulher na produção cinematográfica hoje.
Set (1990)
Dia
Evento
1
FILME SURPRESA
8
Diomédio Piskator: Memórias da Boca.
15
Memórias póstumas de Brás Cubas (2000)
André Clotzel
22
Diogo Gomes: Cinema e literatura.
29
A ostra e o vento
Walter Lima Jr.
Out (1980)
Dia
Evento
6
Grupo Ô de Casa: Música e Cinema
13
A hora da estrela (1985)
Susana Amaral
20
João Luís: “Era uma vez no meu bairro”
27
Sete dias de agonia (1982)
Denoy de Oliveira
Nov (1970)
Dia
Evento
3
Clery Cunha: Cidade Tiradentes nas telas do cinema.
10
Tendas dos milagres (1977)
Nelson Pereira dos Santos
17
Marcelo Fontana: Presença da África.
24
Macunaíma (1969)
Joaquim Pedro de Andrade
Dez (1960)
Dia
Evento
1
Miguel Batista: Produção popular.
8
Vidas Secas (1962)
Nelson Pereira dos Santos
15
Encontro cineclubista de encerramento anual.




terça-feira, 28 de junho de 2011

Tempos de Paz, de Daniel Filho

Filme de Daniel Filho estrelado por Tony Ramos e Dan Stulbach, Tempos de Paz narra o tete-a-tete entre um imigrante polonês e um policial torturador ao final da II Guerra e nos estertores do Estado Novo getulista.

O filme é baseado na peça teatral “Novas Diretrizes em Tempos de Paz”, de Bosco Brasil, que também assina o roteiro do filme. A peça recebeu os prêmios Shell (Autor, Ator e Iluminação) e APAC (Associação Paulista dos Críticos de Arte - Autor e Ator).

Sociedade e política recebem novamente leitura do cinema brasileiro que, pela ótica de Daniel Filho, técnicos, atores e atrizes, ilumina na tela dobras sombrias da história do Brasil.

Ficha Técnica
Título original: Tempos de Paz
Gênero: Drama
Duração: 82 min.
Lançamento (Brasil): 2009
Distribuição: Downtown Filmes
Direção: Daniel Filho
Assistente de direção: Cris D'amato, \Cininha De Paula, Bruno Garotti
Roteiro: Bosco Brasil
Produção: Daniel Filho
Direção de produção: Sylvia Ramos
Produção executiva: Julio Uchôa, Claudia Bejarano
Co-produção: Globo Filmes, Lereby Produções, Downtown Filmes
Som: Zezé d'Alice
Fotografia: Tuca Moraes
Desenho de produção: Engênia Maakaroun
Direção de Arte: Cristina Cirne, Marcos Flaksman, Odair Zani
Figurino: Antônio Araújo, Marilia Carneiro
Edição: Diana Vasconcellos
Maquiagem: Rose Verçosa
Elenco

Tony Ramos (Segismundo), Dan Stulbach (Clausewitz), Daniel Filho (Dr. Penna), Louise Cardoso (Clarissa), Ailton Graça (Honório), Anselmo Vasconcelos (João), Leonardo Thierry (Capitão do Navio), Maria Maya (Enfermeira), Iafa Britz (Emigrante), Bernardo Jablonski (Professor Mesquita), Felipe Martins (Ratinho), Camila Lins (Criança Húngara), Pablo Sanábio (Oswaldo), Breno de Filippo (Policial 2 Imigração), Ewa Maria Parszewska (Havah), Marcos Flaksman (Padrinho), Liliane Mija (Passageira Romena), Atila Balazs Szemeredi (Passageiro Húngaro), Alexandre Bordalo (Barbosa (Motorista), Zezé d'Alice (Florinda), Carlos Henrique Case (Oficial 3), Nilvan Santos (Castilho (Diretor do Presídio), Ewa Stulbach (Senhora Ruiva), Ricardo Marecos (Policial 1 Imigração), Ion Muresanu (Senhor Romeno).

*             *             *

Caros Cineclubistas:

Na próxima quinta-feira, 30 de junho,  às mesmas indefectíveis 20 horas, assistiremos e estudaremos com nossos olhos, ouvidos, sistema nervoso central e coração – a parte mais importante desse sistema – ao último filme do semestre, Tempos de Paz, de Daniel Filho, com Tony Ramos e Dan Stulbach.

Esse filme, cujo debate ocorre na semana posterior, primeira quinta de julho, no mesmo bat-horário e mesmo bat-lugar, encerra a primeira parte, dedicada ao teatro, do nosso ciclo Antônio Gouveia Jr. de Cinema de Literatura brasileiras. Os filmes cobriram 8 décadas de nossa produção teatral e cinematográfica, de 1940 a 2000. Os debates, documentados em vídeo por João Luís de Brito Neto, constituem um verdadeiro curso de cinema brasileiro pela ótica revolucionário do cineclubismo.

Essa primeira parte do ciclo é uma vitória do cinema brasileiro que, por canais cineclubistas, vai fazendo sua história de resistência  a despeito das estatísticas acima de quaisquer suspeitas da ANCINE, para a qual o público só existe se pagar bilhete em cinema de shopping center. Aliás, os dirigentes da dessa Agência deveriam ter coragem de propor de vez a mudança de nome para Agência Nacional de Cinema DE MERCADO, uma vez que é disso de que se trata.

Nossas sessões de quintas-feiras, seguidas de debates nas quintas posteriores, são um movimento contínuo, firme, amoroso de resistência. Por isso, é importante que essa primeira parte do Ciclo seja encerrada com sala cheia, e que o de bate na quinta posterior, 7 de julho, seja um ato convicto em defesa do cinema brasileiro. Nesse caso, sala lotada faz diferença, pois indica a força de nossa decisão.

Por isso os que organizamos o Cineclube Baixa Augusta convidamos todos à nossa sessão de quinta próxima, não apenas para assistir a um filme da recente cinematografia brasileira, Tempos de Paz, mas para emprestar seu apoio à nossa luta em defesa do cinema brasileiro e contra o imperialismo cultural, que trata nosso espaço simbólico audiovisual como território invadido e ocupado, como um backyard, literalmente quintal dos fundos de seus hambúrgueres culturais, cheios de gordura e calorias, mas sem “sustança” e sabor verdadeiros.

Venha, traga os amigos e empreste seu apoio à luta pela expulsão das  tropas invasoras de parte do nosso território simbólico audiovisual, afinal, 90% de ocupação é um pouco demais, não acham?


Viva o cinemba brasileiro!
Viva o cineclubismo brasileiro!
Viva o nosso amigo Antônio Gouveia Jr.

CINECLUBE BAIXA AUGUSTA

Centro Cineclubista de São Paulo
R. Augusta, 1239 – Cj. 13


*     *     *

PROGRAMAÇÃO - PRIMEIRO SEMESTRE
A PARTIR DE MARÇO - 2011
Sempre às quintas-feiras, 20 horas.


MÊS
DIA
FILME
ANO
DIRETOR
PEÇA
MARÇO
3
O ébrio
1946
Gilda Abreu
O ébrio, Peça de circo de Vicente Celestino
10
Fórum "O Ébrio"
17
Terra é sempre terra
1951
Tom Payne
Paiol velho, de Abílio Pereira de Almeida
24
Fórum "Terra é sempre terra"
31
A falecida
1965
Leon Hirszman
A falecida de, Nelson Rodrigues
ABRIL
7
Fórum "A falecida"
14
A compadecida
1969
George Jonas
O auto da Copadecida, de Ariano Suassuna
28
Fórum "A compadecia"
MAIO
5
Dois perdidos numa noite suja
1971
Braz Chediak
Dois perdidos numa noite suja, de Plínio Marcos

19

Fórum "Dois perdidos numa noite suja"
26

À flor da pele

1976

Fco. Ramalho

À flor da pele, de Consulelo de Castro
JUNHO
2
Fórum "À flor da pele"
9
Ópera do malandro
1986
Ruy Gyerra
Ópera do Malando, de Chico Buarque de Holanda
16
Fórum "Ópera do malandro"
30
Tempos de paz
2009
Daniel Filho
Novas diretrizes em tempo de paz, Bosco Brasil
JULHO
7
Fórum "Tempos de paz" e encerramento do 1o. semestre

OS FÓRUNS, sempre nas quintas-feiras posteriores às exibições, têm formato criativo. Além de debate sobre filme, peça adaptada e respectivos diretores e dramaturgos, sempre se contará com presença de atores, técnicos e pesquisadores. Nos fóruns orrerão também exposição de objetos artísticos, recitais poéticos e espetáculos musicais relativos à trilha sonora do filme ou da peça. Nos fóruns também haverá lugar para feira cultural, cujo tema relaciona-se ao filme da semana.

Com isso, o Cineclube Baixa Augusta e o Centro Cineclubista de São Paulo querem articular artistas e agentes culturais em torno do cinema brasileiro e da militância cineclubista.

VIVA O ARTISTA BRASILEIRO!
VIVA O CINEMA BRASILEIRO!
VIVA O MOVIMENTO CINECLUBISTA BRASILEIRO!